Na minha visão, a área de comunicação em uma empresa normalmente é uma unidade de apoio à gestão do negócio. A excessão são agências de comunicação, design, propaganda e marketing, nas quais a comunicação é atividade fim.

Como setor de apoio, a área de comunicação pode ter vários objetivos, como por exemplo: motivar, engajar, comunicar, envolver, disseminar, persuadir, promover, integrar etc.

Durante minha carreira como empregado (2002-2010) eu vivi a rotina de uma área de apoio em algumas empresas. Em alguns casos, os objetivos estão bem claros para a equipe: “seu papel é promover a marca e os produtos” ou então “seu papel é engajar os colaboradores com as metas e oferecer meios de integrar a equipe”.

Em outras, não há clareza das expectativas, aliás, nem a empresa sabe bem onde quer chegar. A falta de clareza, somada a imaturidade (e até inexperiência) de empresários e profissionais de comunicação faz com que os resultados positivos do trabalho – que é o que todos queremos – não apareçam.

Para entender melhor onde quero chegar com isso, resolvi listar os problemas que encontrei durante essa minha trajetória. Talvez parece algum exagero alguns pontos, mas acreditem: isso acontece nas melhores famílias!

Eis a equação do caos de uma área de comunicação:

  1. As informações para o briefing chegam incompletas;
  2. O acúmulo de novas demandas é constante;
  3. A sensação é de sempre estar correndo contra o tempo;
  4. “Apagar incêndios” não é excessão, é rotina;
  5. Definir prioridades é uma constante, dado o volume de demandas;
  6. Ausência de métricas para avaliar o trabalho realizado;
  7. O resultado não aparece, ou o trabalho não é percebido como valor para os clientes; (diretores e clientes internos também contam).

Esses pontos, se somados, trazem um resultado muito é simples para o trabalho e para os profissionais de comunicação: baixo reconhecimento.

Cobranças contínuas, redução da autonomia, barreiras para crescimento da equipe são alguns dos efeitos colaterais.

Mas como resolver isso? Bem, a resposta também é simples: não existe uma fórmula pronta.

Durante o ano de 2010, fiz uma intensa pesquisa e análise de várias metodologias de gestão de pessoas, projetos, processos e demandas. O Rodrigo Donini foi um dos meus mentores e aconselhadores em todo esse processo e, por fim, encontrei uma solução que funciona prá mim.

Vou apresentar para vocês no próximo artigo dessa série.



Christian H. Mendes é Reputation Advisor na Oversize Reputation (https://oversize.cc/). É graduado em Comunicação Social com Habilitação em Relações Públicas pela Unisinos (RS) e trabalha na última década como pesquisador e mentor da área de Reputação Pessoal. Já formou mais de 570 Líderes de Pensamento na sua metodologia própria, além de ter levado um cliente para a lista de 30 Mais Influentes do Brasil com Menos de 30 Anos da Revista Forbes Brasil.

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